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Inovar - Esta é a tônica ! - Cesar Calderaro http://lattes.cnpq.br/185733309256 [entries|archive|friends|userinfo]
Cesar Calderaro http://lattes.cnpq.br/185733309256

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Inovar - Esta é a tônica ! [Oct. 10th, 2008|08:19 am]
Cesar Calderaro http://lattes.cnpq.br/185733309256

Inovar não está relacionada a um grande e permanente brainstorming, mas sim em conscientizar as pessoas de que devem olhar a empresa com olhos criativos e livres. O texto abaixo foi copiado de um outro profissional .

Não está fácil trabalhar e sobreviver nas organizações contemporâneas. Entre tantas exigências traduzidas na forma de competências, o “homo organizacionalis” precisa saber lidar com paradoxos (não será esta uma nova competência?). Para citar apenas alguns deles:
Qualidade de vida com jornadas de trabalho de 11 a 12 horas  .
Decisões precisas, porém rápidas .
Racionalidade para lidar com o cotidiano x emoção e afetos colocados no trabalho pelas pessoas.
Qualidade de processos e produtos x redução de custos Inovação como atitude das pessoas x ambiente de trabalho x resultados de curto prazo.

De todos os itens desta lista (que poderia ser ainda maior), foque na inovação, tão em voga ultimamente. Palavra de ordem no mundo empresarial de hoje, a inovação em produtos, processos e modelos de negócio vem sendo discutida e cobiçada por organizações de todo o mundo, e o Brasil não é exceção.
Aos poucos, porém, as empresas estão descobrindo que a realidade é muito mais dura que a imagem apregoada principalmente pela mídia.

A tendência natural de todo profissional é ter a impressão de que só ele está certo e que só o que ele conhece é superior ao conhecimento e experiência de outros. Então qualquer  profissional que ascenda profissionalmente assumindo um cargo de maior responsabilidade tende a implantar programas conforme a sua experiência e , por vezes, profundo conhecimento “específico” limitado a uma única escola de competência.

A inovação é um processo sistemático, no qual toda empresa investe de alguma forma, e seus resultados aparecem no médio e longo prazo. É um processo que depende não só de tecnologia e metodologia em pesquisa e desenvolvimento mas também, e principalmente, de uma cultura e um ambiente organizacional que propiciem o seu desenvolvimento. Daí a justificativa clichê para que qualquer consultor fracassado a use para justificar o injustificável : não completar o trabalho porque o clima da empresa não é propício...

Portanto, a inovação não está relacionada simplesmente a um grande e permanente “brainstorming” ou a um curso de gerenciamento de projetos ou qualquer outra tentativa isolada de pequenos heróis, mas sim de conscientizar pessoas de que podem e devem ajudar a olhar a empresa, seus processos e produtos, com olhos criativos e livres. Realizar “sinapses livres”, dizem os especialistas em criatividade, mas que possam produzir idéias factíveis. É muito mais uma postura, uma prontidão para criar e ajudar a empresa a se desenvolver, do que simplesmente liberar a imaginação criativa das pessoas. Passa-se, portanto, do campo da tecnologia para o da utilização do potencial humano no trabalho, e ai sim encontra-se o grande problema: pessoas, pessoas , pessoas ...

No entanto, as condições para que a inovação se desenvolva nem sempre estão dadas, e esta é uma parte do paradoxo. Para proporcionar um ambiente de sinapses livres, as empresas precisam investir nas pessoas e nas suas relações internas, quer dizer, propiciar um clima aberto onde todos possam contribuir com criatividade e comprometimento com os resultados. Como criar as condições favoráveis ao aparecimento de boas idéias? Ou ainda, como fazer aparecer uma postura e uma consciência para a inovação?

Vista do ângulo das pessoas, a questão da inovação fica mais complexa. Como ser criativo diante das condições de trabalho contemporâneas das grandes empresas como, por exemplo, jornada de 11 a 12 horas por dia, estresse, pressão por resultados, contenção drástica de custos, mudanças contínuas, entre outras. Parece que o problema está colocado. Pessoas produzem idéias criativas e inovadoras sim, porém em certas condições mínimas e favoráveis. Certamente não produzem idéias diferenciadas sob pressão ou por uma causa pouco compreendida ou pouco legítima.

Idéias não surgem do nada ou “brotam da terra”. Neste sentido, o endereçamento das soluções para esta questão bate à porta de dois atores organizacionais conhecidos e parceiros: gestores e a área de Recursos Humanos( ? ) . Os primeiros desempenham um duplo papel nesta questão. Por um lado também são agentes inovadores, devem e podem colocar suas competências a favor desta causa. Por outro, comandam um exército de potencial criador e inovador, que depende do seu reconhecimento e incentivo. Atuam, neste caso, como facilitadores e descobridores de talentos, podem fazer a diferença para a empresa se empregarem esforços neste sentido.

Pelo lado de RH, esta área desempenha um papel estratégico para apoiar a empresa e gestores no desenvolvimento da competência e da consciência para a inovação. Incentivando um ambiente de trabalho mais favorável à manifestação humana, o RH ajuda a criar condições para o aparecimento da inovação e para que as idéias e sugestões fluam com liberdade. Tornar as relações humanas mais transparentes, zelar pelo convívio sadio entre profissionais, desobstruir canais de comunicação, orientar e capacitar gestores são algumas das práticas que já fazem parte do cotidiano e do portfólio de RH. Para além destas práticas mais conhecidas, o RH pode, por exemplo, desenvolver ferramentas mais sofisticadas que apóiem gestores na identificação de profissionais com potencial inovador, onde estas ferramentas deveriam primeiramente ser conhecidas por todas as pessoas que ocupam cargos de importância.

Esta parece ser senão a única, uma excelente alternativa para a inovação nas empresas,ou seja, empenhar e mobilizar o potencial humano nesta direção. A conclusão de toda a história é que não é necessário apenas competências, é necessário caráter.

 Por: Luis Felipe Cortoni, é sócio-diretor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações e professor da Fundação Vanzolini (USP).

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Comments:
From: homuidle
2011-04-15 01:33 pm (UTC)
Just want to say what a great blog you got here!

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From: bryapnanov
2013-02-17 06:06 am (UTC)
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